Para 2023, 30% dos brasileiros querem relações presenciais de trabalho; saúde mental é decisivo

Pesquisa feita pelo Vagas For Business mostra as principais tendências do mercado de trabalho para 2023

Foto: Freepik. 

Segundo pesquisa realizada pelo Vagas.com para o software de R&S Vagas For Business, 30,99% dos brasileiros querem, em 2023, construir relacionamentos presenciais com os colegas de trabalho —  motivo principal pelo qual os trabalhadores preferem o modelo híbrido. Em contrapartida, somente 0,98% dos entrevistados gostariam de manter relações apenas de forma online. Colaboradores e órgãos globais sublinham a saúde mental como fator decisivo. 

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O estudo “Preferências do local de trabalho”, realizado de 29 de outubro a 7 de novembro de 2021, e atualizado em novembro de 2022, contou com a participação de 11.601 candidatos da base de dados da Vagas.com. O objetivo da pesquisa é entender as preferências dos candidatos pelos modelos de trabalho disponíveis e os motivos pelos quais mais gostam desses formatos.

Segundo os dados, o regime híbrido é o favorito no Brasil, de acordo com 43,15% dos respondentes, cuja preferência pelo modelo presencial foi preterida em relação aos demais regimes — home office e híbrido — sendo a escolha ideal de 24,26% dos entrevistados.

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Trabalho remoto, conexão presencial

Durante a pandemia, pelo menos 85% das empresas brasileiras adotaram o trabalho 100% remoto, segundo dados da consultora de carreira global Korn Ferry. Isto significou mudanças estruturais na rotina e na experiência de trabalho de milhares de brasileiros — antes acostumados a sair de casa e lidar com o tempo de trajeto, até chegar no escritório. 

Entretanto, ainda que a organização profissional pareça ter sido bem atendida, as metas alcançadas e os resultados numéricos entregues, ficou faltando alguma coisa, fora das contas: a conexão pessoal entre colegas do ambiente de trabalho. Em pesquisa coordenada pela Chargifi, empresa global de software de tecnologia, 81% dos jovens afirmaram ter medo da solidão que pode ser provocada pelo trabalho em formato 100% remoto.

Este dado revela que a saúde mental exerce grande influência nas condições emocionais do colaborador, de acordo com o modelo de trabalho adotado pelo empregador. E tal influência pode prevalecer aos demais fatores que envolvem a esfera profissional do colaborador. 

Por meio do relatório do Grupo Adecco sobre o futuro do trabalho, que mapeou as motivações que levam os colaboradores norte-americanos a ficar ou deixar o trabalho, o Fórum Mundial de Economia divulgou a preocupação da força de trabalho na hora de ficar ou sair de um emprego. Enquanto que, aos 35% dos entrevistados a possibilidade de equilibrar vida pessoal e trabalho é o motivo principal para ficar na empresa; um em cada quatro relataram piora na saúde mental em 2022.

Um pouco de cada: flexibilidade para escolher

Reflexo da nova agenda do mercado de trabalho, no Brasil, o modelo preferido foi o híbrido, segundo a pesquisa “Preferências para Modelos de Trabalho”, por razões que integram vida profissional e pessoal: 

  • mais flexibilidade para entregar atividades cotidianas à rotina de trabalho;
  • evitar locomoção diária ao escritório;
  • construir relações presenciais, de forma mais próxima.

Quanto à quantidade de dias para o trabalho ser presencial, a maioria dos respondentes demonstraram interesse em estar pelo menos 3 dias da semana no escritório (40,89%).

E como fica o home office?

Queridinho para muitos profissionais, o modelo 100% remoto é o preferido por 24% dos respondentes. A principal motivação para essa escolha é a possibilidade de trabalhar para qualquer empresa do Brasil ou do Mundo.

Em segundo lugar, destaca-se o fato de não precisar se locomover até o local de trabalho, o que para muitas pessoas pode economizar várias horas longe do trânsito ou do transporte público.

Ainda que o home office seja preferido por muita gente, não significa que essas pessoas não estejam preocupadas com as conexões pessoais e com o networking com colegas de trabalho. 

É apenas um perfil de trabalho diferente, que prioriza ter mais tempo com a família (motivação para 11% de quem escolhe o trabalho 100% remoto). Ou ainda, pessoas que querem mais tempo para se dedicar a outras atividades durante a semana, sem que o “dia de ir ao escritório” atrapalhe esse planejamento.

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